Por DIEGO MÜLLER

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Chico Buarque...


...e a música popular Brasileira!!!



Hoje recebi um convite do grande parceiro e amigo, músico, compositor, poeta (e agora Barranqueiro_ Caio Martinez para assisti-lo em Canoas mesmo, no PUB AL CAPONE...
Mesmo estando para viajar, amanhã de madrugada, farei um esforço para poder ir. E quem quiser comparecer, a AL CAPONE - PUB CANOAS fica na Av. Dr. Barcelos 1115, Centro de Canoas/RS (Telefones: (51) 3468-1335 9976-6158 9969-8217). 

Compareçam e façam sua festa com CAIO MARTINEZ e GAFIEIRA ELÉTRICA.

(Caio Martinez)

Nesse embalo de música popular brasileira, então, passei a manhã realizando meus trabalhos aqui (em casa) e escutando Chico Buarque e sua maravilhosa capacidade como letrista, melodista e tudo mais... uma pessoa iluminada e trabalhadora em pról de sua musicalidade! E da musicalida brasileira, com elementos universais!
Portanto, aqui um pouco de Chico Buarque pra voces hoje!
Espero que gostem!

(Morena dos olhos d´água)

Morena dos Olhos D'água
Chico Buarque

Morena, dos olhos d'água,
Tira os seus olhos do mar.
Vem ver que a vida ainda vale
O sorriso que eu tenho pra lhe dar.

Descansa um meu pobre peito
Que jamais enfrenta o mar,
Mas que tem abraço estreito, morena,
Com jeito de lhe agradar.

Vem ouvir lindas histórias
Que por seu amor sonhei.
Vem saber quantas vitórias, morena,
Por mares que só eu sei.

Seu homem foi-se embora,
Prometendo voltar já.
Mas as ondas não tem hora, morena,
De partir ou de voltar.

Passa a vela e vai-se embora
Passa o tempo e vai também.
Mas meu canto 'inda lhe implora, morena,
Agora, morena, vem!

Chico é filho de Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), um importante historiador e jornalista brasileiro e de Maria Amélia Cesário Alvim(1910), pintora e pianista. 
Em 1946, passou a morar em São Paulo, onde o pai assumira a direção do Museu do Ipiranga. Sempre revelou interesses pela música - interesse que foi bastante reforçado pela convivência com intelectuais como Vinicius de Moraes e Paulo Vanzolini.
Em 1953, Sérgio Buarque de Holanda foi convidado para lecionar na Universidade de Roma, consequentemente, a família muda-se para a Itália. Chico torna-se trilíngue, na escola fala inglês, e nas ruas, italiano. Nessa época, suas primeiras "marchinhas de carnaval" são compostas, e, com as irmãs mais novas, Piiizinha, Cristina e Ana, encenadas. 
De volta ao Brasil, produz suas primeiras crônicas no jornal Verbômidas, do Colégio Santa Cruz de São Paulo, nome criado por ele. Sua primeira aparição na imprensa não foi cultural, mas policial, publicada, no jornal Última Hora, de São Paulo. Com um amigo, furtou um carro para passear pela madrugada paulista, algo relativamente comum na época.Foi preso. "Pivetes furtaram um carro: presos" foi a manchete no dia seguinte com uma a foto de dois menores com tarjas pretas nos olhos. Chico não pôde mais sair sozinho à noite até que completasse 18 anos.


Chico Buarque chegou a ingressar no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU) em 1963. Cursou dois anos e parou em 1965, quando começou a se dedicar à carreira artística. Neste ano, lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, transmitida pela TV Excelsior, além de Pedro Pedreiro, música fundamental para experimentação do modo como viria a trabalhar os versos, com rigoroso trabalho estilístico morfológico e politização, mais significativamente na década de 1970. A primeira composição séria, Canção dos Olhos é de 1961
Conheceu Elis Regina, que havia vencido o Festival de Música Popular Brasileira (1965) com a canção Arrastão, mas a cantora acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Chico Buarque revelou-se ao público brasileiro quando ganhou o mesmo Festival, no ano seguinte (1966), transmitido pela TV Record, com A Banda, interpretada por Nara Leão (empatou em primeiro lugar com Disparada, de Geraldo Vandré). No entanto, Zuza Homem de Mello, no livro A Era dos Festivais - Uma Parábola, revelou que a banda venceu o festival. O musicólogo preservou por décadas as folhas de votação do festival. Nelas, consta que a música da banda ganhou a competição por 7 a 5. Chico, ao perceber que ganharia, foi até o presidente da comissão e disse não aceitar a derrota de Disparada. Caso isso acontecesse, iria na mesma hora entregar o prêmio ao concorrente. 
No dia 10 de outubro de 1966, data da final, iniciou o processo que designaria Chico Buarque como unanimidade nacional, alcunha criada por Millôr Fernandes
Canções como Ela e sua Janela, de 1966, começam a demonstrar a face lírica do compositor. Com a observação da sociedade, como nas diversas vezes em que citação do vocábulo janela está presente em suas primeiras canções: Juca, Januária, Carolina, A Banda e Madalena foi pro Mar. As influências de Noel Rosa podem ser notadas em A Rita, 1965, citado na letra, e Ismael Silva, como em marchas-ranchos.


(Com Tom Jobim)

Ameaçado pelo Regime Militar no Brasil, esteve exilado na Itália em 1969, onde chegou a fazer espetáculos com Toquinho. Nessa época teve suas canções Apesar de você (que dizem ser uma alusão negativa ao presidente Emílio Garrastazu Médici, mas que Chico sustenta ser em referência à situação) e Cálice proibidas pela censura brasileira. Adotou o pseudônimo de Julinho da Adelaide, com o qual compôs apenas três canções: Milagre Brasileiro, Acorda amor e Jorge Maravilha. Na Itália Chico tornou-se amigo do cantor Lucio Dalla, de quem fez a belíssima Minha História, versão em português (1970) da canção Gesù Bambino (título verdadeiro 4 marzo 1943), de Lucio Dalla e Paola Palotino

(Quem te viu quem te vê)

Ao voltar ao Brasil continuou com composições que denunciavam aspectos sociais, econômicos e culturais, como a célebre Construção ou a divertida Partido Alto. Apresentou-se com Caetano Veloso (que também foi exilado, mas na Inglaterra) e Maria Bethânia. Teve outra de suas músicas associada a críticas a um presidente do Brasil. Julinho da Adelaide, aliás, não era só um pseudônimo, mas sim a forma que o compositor encontrou para driblar a censura, então implacável ao perceber seu nome nos créditos de uma música. Para completar a farsa e dar-lhe ares de veracidade, Julinho da Adelaide chegou a ter cédula de identidade e até mesmo a conceder entrevista a um jornal da época. 
Uma das canções de Chico Buarque que criticam a ditadura é uma carta em forma de música, uma carta musicada que ele fez em homenagem ao Augusto Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar. 
A canção se chama Meu Caro Amigo e foi dirigida a Boal, que na época estava exilado em Lisboa. A canção foi lançada originalmente num disco de título quase igual, chamado Meus Caros Amigos, do ano de 1976


Nordeste já 
Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto de criação coletiva com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

(No Jô Soares)

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"Quando nasci veio um anjo safado, o chato dum querubim... E decretou que eu tava predestinado a ser errado assim... Já de saída a minha estrada entortou... Mas vou até o fim!"
Chico Buarque

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A sabedoria...

...y Alejandro Brittes!

(Corrientes - Argentina)


SABEDORIA

Sabedoria é seu nome,
Sinceridade Sobrenome
Capacidade Apelido,
Simplicidade a sua escola...

Quatro palavras que dedicamos
A este nome da Cultura gaucha
Que em seus poemas e notas
Dedica à vida em prosa

Com seus pés em dança
Conduz bailarinos em pares
A descobrirem sua origem
E se encontrarem na história

Guri, homem Culto
Sabe da luta e da História
Conhece a honra e a vitória
De seu povo e seus cultos,

Escreve a memória dos festivais
Com suas letras mágicas
Decidido sabe o seu estilo
E assim escreve seu destino,

Assim o vemos,
Companheiro nas escolhas
Amigo nos mates
Parceiro de palco

Que tua sabedoria
Se registre em mais uma página
Para que o mundo saiba
Que no fim deste vasto continente ameríndio
O conhecimento tem nome... e se chama Diego Muller...

Alejandro Brittes - Argentina e Magali de Rossi - Brasil

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(Teatro lotado, em noite maravilhosa)

Ontem, foi uma noite maravilhosa e emocionante, em vários momentos, com todos os artístas apresentando cada qual 2 temas... O teatro da UFRGS foi pequeno pra tanta cultura e tanta confraternização.
Eu estive presente com os amigos e parceiros Alejandro Brittes e Dedé... Apresentando chamamés e mais chamamés!

E aagora é esperar por semana que vem, pela Barranca, e os shows de Santo ângelo e São Borja.
Obrigado por tudo Baarranca e Alejandro, e contem comigo, sempre!
Do teu amigo barranqueiro, DIEGO MULLER!

(Dedé, Diego e Alejandro - Após o show)

O artista, 
Alejandro Brittes, acordeonista, toca musica folclórica do litoral argentino o Chamamé, nasceu em Buenos Aires, Argentina possui 20 anos de carreira. Vencedor de importantes festivais de seu país como o festival de folclore de Cosquin e o Festival de Chamamé de Federal Entre Rios. 
Demonstra uma capacidade de composição eximia, com músicas conhecidas na América Latina. Sua característica é a versatilidade, sensibilidade e a fidelidade musical de sua terra. 
Demonstra não se intimidar com outras influências e estéticas musicais, pois as mesmas contribuem em suas composições agregando a elas um condimento universal e popular. 
Seu primeiro trabalho foi destaque na Argentina, o colocou na cena musical possibilitando-lhe atuar em países como Brasil, Uruguai, Paraguai e Colômbia. 
Hoje, Alejandro possui sete discos, e seu último trabalho gravado no Brasil e prepara-se para apresentá-lo em diversos países.


The artist, 
Alejandro Brittes, accordionist, plays folk music of the Argentine coast the Chamame, was born in Buenos Aires, Argentina and has 20 years of career. Winner of importants festivals in his country as the folkclore festival of Cosquin and the Chamame festival of Federal Entre Rios. 
Demonstrates an abbility of eximia composition, with well known music in Latin America. His characteristics are versatility, sensitivity, and music fidelity of his land. 
Demonstrates not to be intimidated by other influences and musical aesthetics, since they contribute in his compositions by adding to them a universal and popular condiments. 
His first job was a highlight in Argentina, it put him in a musical scene enabling him to act in several countries like Brasil, Uruguai, Paraguai and Colombia. 
Today, Alejandro has seven albums, the last one recorded in Brazil and he is preparing to present it in several countries.


El artista, 
Alejandro Brittes, acordeonista, toca musica folklórica do litoral argentino el Chamamé, nacio en Buenos Aires, posee 20 años de carrera. Vencedor de importantes festivales de su país como el festival de folklore de Cosquin y Festival de Chamamé en Federal Entre Rios. 
Demuestra una capacidad de composición eximia, con músicas conocidas en América Latina. Su característica es la versatilidad, sensibilidad y la fidelidad musical con su tierra. 
Demuestra no se intimidar con otras influencias y estéticas musicales, porque las mismas contribuyen en sus composiciones agregando a ellas un condimiento universal y popular. 
Su primer trabajo fue destaque en Argentina lo coloco en la ecena musical posibilitándole actuar en países como Brasil, Uruguay, Paraguay y Colômbia. 
Hoy, Alejandro cuenta con siete discos, y su ms reciente trabajo grabado en Brasil y se prepara para presentarlo en diversos países.

(Alejandro Brittes - Argentina e João gentil - Portugal)


TOUR 
Um espetáculo único que une dois acordeonistas o português João Gentil e o Argentino Alejandro Brittes. 
O espetáculo com uma hora de duração que irá proporcionar ao público um cardápio musical que irá do Tango ao Chamamé. A Europa e a América Latina em um só coração! 

A unique show that unites two accordionists, the portuguese João Gentil and the Argentine Alejandro Brittes. 
The show with one hour of durantion, will provide to the public a musical menu that will go from the Tango to the Chamame. Europe and Latin America in Just one heart!

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Tudo o que somos é resultado do que pensamos” 
 Buda

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Show de 40 anos da Barranca...

...Hoje, no teatro da UFRGS!!!


É HOJE ...........!!!!!!!!! 

40 ANOS DE FESTIVAL DA BARRANCA, NA REITORIA DA UFRGS DIA 13 DE ABRIL, SHOWZÃO HISTÓRICO !!!!!!!! OIGALÊ !!!!!!!
OS ANGUERAS, ELTON SALDANHA, LUIZ CARLOS BORGES, NICO , NETO , ERNESTO E BAGRE FAGUNDES, ALEJANDRO BRITTES, DIEGO MULLER, SERGIO ROJAS, JORGE FREITAS, DANIEL TORRES, RENATO BORGHETTI, CHICO SARAT, TELMO DE LIMA FREITAS, ERLON PÉRICLES, CRISTIANO QUEVEDO, PIRISKA GRECO, ENTRE OUTROS AMIGOS...

FEITOOOOOOOO!!!!!!!!

(Nossa turma no Jornal do almoço, divulgando o Show de hoje)

Esperamos você na Reitoria da UFRGS, dia 13 de abril, quarta-feira, a partir das 20h! Ingressos podem ser adquiridos com os Barranqueiros, ou no local, por apenas R$ 20 pilas.

Grande abraço!...
E compareçam!!!

* Dia 13 de abril (hoje): Porto Alegre
* Dia 19 de abril (terça-feira): Santo Ângelo
* Dia 20 de abril (quarta-feira): São Borja

(Alejandro Brittes y su conjunto estarão no evento)


(Telmo de Lima Freitas com a gurizada trovando pra gente na Barranca, 
em momento de MUITA descontração - hehe!)


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(Francisco Madero Marenco - Argentina)


Seu crescimento na vida depende do carinho que dedicar aos jovens, da paciência com os velhos, da simpatia pelos adversários, da tolerância para os fracos e fortes. Porque um dia você vai estar em uma dessas situações.” 
 George Washington Carver

terça-feira, 12 de abril de 2011

Seguimento...

...de Volmir Coelho!


...O que vem pôs um começo, que repisa os mesmos rastos, que vive das mesmas cenas, nas saudades dos retratos!

Recebi essa semana, em Caçapava, das mãos do Volmir Coelho e da Vomáris, seu segundo CD, já nas lojas e à venda: SEGUIMENTO! Esse CD me deu uma grata satisfação em escuta-lo, pois fui convidado a realizar a sua apresentação, juntamente com o amigo e parceiro, poeta de Piratini, Juarez Machado de Farias. O CD está maravilhoso e vaale a pena adquirir e escutar. Pras horas de mate...
Parabéns VOLMIR por mais esse filho, e que muitos ainda surjam nessa caminhada que voce conhece bem. sucesso sempre, e conte com o "ermão" de sempre, DIEGO MÜLLER!

(Décima do peão ajustado - Volmir Coelho, na Reculuta de Guaiba)

Estava eu, a exatamente 1 ano, em São Luiz Gonzaga, no galpão-amerindio-guarany-missioneiro do Jorge Guedes, junto a fraternos “ermãos” de verso e canto, participando de um programa de TV sobre a vida e a obra do mestre-pioneiro de estrada e sonho Noel Fabrício Borges do Canto da Silva, seguindo nas rotas e passagens do mesmo dentre as missões gaúchas. Entre nossas cruzadas, estavam locais mágicos como o Cará´o e suas fontes e São Miguel e suas ruínas missioneiras. Porém, sem nenhuma dúvida, o local de maior energia existencial visitado foi o mausoléu de Noel Guarany. Noel era apaixonado por Onze-horas e por Joãos-de-Barro – inclusive se jogando em uma enchente, certa feita, para salvar uma pobre ave machucada. Em roda de sua campa, o retrato de um belo jardim de onze-horas abraçava à tarde... e no braço esquerdo da cruz – de quatro braços, claro – uma casa de João-de-barro zelava a continuação do amor a sua companheira. Enquanto nós, os familiares e a produção escutávamos a gravação da última e decisiva entrevista do programa, realizada por João Sampaio – maior parceiro de Noel Guarany – no fim da mesma, o João-de-barro macho salta daquele mesmo rancho, se apóia no mesmo braço da cruz, feito um payador debruçado na guitarra, e abre sua goela, quebrando o silencio absoluto do lugar, como entoando uma milonga – de pulperias – onde somente os ventos podem traduzir. Talvez algo comum aos olhos comuns... Mas, imediatamente, ao nos olharmos, estávamos todos com os olhos marejados – por emocionados – refletindo o poder que aquela cena nos proporcionava, no melhor sentido da palavra. Assim, a ave encerra sua cantoria (de quem recorre a vida cantando aos pés do eterno pai, e depois volta de novo, canta pra o povo...) ...e se vai! ...vai em direção ao norte – como mostrando um caminho a se adotar – deixando aos nossos sentidos entenderem onde se encerram os cantos de don Noel e de onde recomeçam os cantos da natureza, em subseqüência, de um ao outro – de sombra e vida!
...Recordando esse momento, não descubro outro fato que melhor retrate a palavra Seguimento – refrão de vida – que dá título a este novo trabalho de fronteira, que segue ao passo dos bons antigos e dos mais remotos tempos de Rio Grande, firmando adelante o seu passo. Pois Volmir tem a pegada de um Noel Guarany: é musical nas melodias, simples em suas letras, forte nas suas mensagens, traz entonação social, canta o lugar bem de onde vem e cuida sua procedência e sua família, feito un hornerito al rancho.
Portanto – assim como a alma é continuidade de vida, assim como o rancho é a seqüência da terra, as flores são o prosseguir da carne e nossos filhos são a extenção de nós mesmos – digo: Volmir Coelho é seguimento de campo e raiz, feito uma forte figueira, na abrangência de suas copas, no ameno de suas sombras, no doce de seus frutos e nos galhos pa´ los hornos... às vezes caindo a casca da volta –  mas com o cerne sempre em nós!
           
            – De buen gusto... encilhem um mate, joguem seus olhos às aves dos horizonte e escutem esta conseqüência de quem somos, reservando lembranças tantas a cada obra em si sentida, compreendendo que ainda temos muito pra allá seguir pelas estradas de cada um!!!

            “Há braços”, de toda a armada, meu “ermão” João-de-barro, por mais este feliz sonho...
            ...Do teu parceiro e amigo de sempre:

            DIEGO MÜLLER 
Canoas, Chácara Barreto, primavera de 2009.


(Volmir Coelho, Zeca Alves, Furiam e Diego Müller - 
No reponte, em São Lourenço - 2009)

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Nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.” 
Chico Xavier

segunda-feira, 11 de abril de 2011

MIL VISUALIZAÇÕES EM UMA SEMANA...

...e o Comprometimento!


Por Leonardo "Boka" Borges!

Comprometimento...

...Eis uma palavra bonita e forte, que muitos custam para entendê-la ou aceita-la, e outros, buscam emponcha-la no seu convívio com o poncho negro da covardia. Acredito que se pudéssemos pesar as palavras em quilos e gramas, esta teria um peso relevante, e para segura-la e carrega-la precisaríamos ser bem fortes e ter um objetivo definido, para não andar sustendo peso além da conta, pois teríamos que carregar conosco outras palavras tão fortes e pesadas como esta... 

Com minha pouca, mas intensa experiência vejo que há pessoas que precisam de muito tempo e estrada para aceitar certos comprometimentos, e outras, que o sujeitam como um potro na doma, montam pra cima, o conduzem até o fim da jornada! 

O comprometimento pode apresentar-se sob várias formas e circunstâncias, dependerá da ocasião, porém sempre pedirá muito de nós, e trará ainda consigo outras palavras fortes no seu costado como responsabilidade, respeito, ética e um “pouco bastante” de amor... 

É uma dedicação formalizada e focada, que precisa ser diariamente recorrida e revisada nos campos da convivência, seja no trabalho, na família, nos relacionamentos e até mesmo nas ações que estamos gerando perante a sociedade. Cada pessoa elege ou recebe na vida o seu comprometimento, e ato de mantê-lo e sustentá-lo dependerá de cada um. Por vezes algumas ilusões mundanas e gananciosas tentam disfarçar-se de comprometimento, mas não agüentam muito tempo. 

Mas vale ressaltar que esta palavra firme não é um fardo a ser carregado, não deve ser uma pena a ser vivida ou escorada, pois se o objetivo for outro, também não vamos ser hipócritas, de levar algo além do que esperamos ou queremos, e ainda pior, iludirmos alguém com isto. 

É fato que todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para a formação sócio-cultural de uma nação, estado ou região carregaram o seu comprometimento até o fim e fizeram com esmero e muito amor à causa! 

O orgulho e as láureas de sustentar um comprometimento vão além das coisas materiais é um estado de espírito, quase uma auto-renovação da alma e do ser. Levar um compromisso sério e digno é um privilegio que anda cada vez mais escasso, porém há muitos que ainda aceitam e honram-se em sustentá-lo e acima de tudo difundi-lo de forma honesta e transparente sob as vistas da humildade, e como dizia no inicio do texto ainda existem “os comprometidos” com a cultura, e um destes com certeza se chama Diego Müller

Lembro que estas palavras que escrevi nesta folha são todas de minha opinião, e jamais carregarão alguma intenção ou pretensão de estarem certas ou de serem seguidas, é apenas o que penso... 

Leonardo Borges
Santana do Livramento
Outono de 2011.



(Gracias pelo REGALO Boka... E sucesso sempre nessa tua caminhada iluminada, e muita suerte pra nossas parcerias juntos! Abraços ermão... DIEGO MULLER, de sempre!)

 
LA VERDULERA Y EL CANARIO - Chamamé
(L: Leonardo Boka - M: Daniel cavalheiro - I: Daniel Cavalheiro)

EN UN PUEBLITO LEJANO 
SE ENCONTRABA UN CANARIO 
CANTANDO TODA LA TARDE 
ALEGRANDO EL VECINDARIO 

EL CANTO DEL PAJARITO 
TENIA VOCES Y RIMAS 
QUE APRENDIÓ ESCUCHANDO 
A UNA VERDULERA CORRENTINA 

CANTA FUERTE CANARITO, 
CANTA ALTO TU CANCIÓN 
PUES CANTANDO A LA VIDA 
NOS ALEGRA AL CORAZÓN 

TUS DOLORES Y TUS PENAS 
LAS NOSTALGIAS DE TU VIDA 
CANTA FUERTE EN EL VIENTO 
PARA CURAR LAS HERIDAS 

UN VIEJITO MUSIQUERO 
CON SÚ ACORDEON VERDULERA 
TE ENSEÑÓ LAS CANTORIAS 
EN LAS TARDES VERANERAS 

EL VIEJITO YA PARTIÓ 
PARA EL RANCHO DEL SEÑOR 
LLEVO AL CIELO SU ACORDION 
PERO EL CANTO TE DEJO...

(Campeões do Martim Fierro)

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(Pintura de Leonardo Borges)



Caçapava do Sul...

...na Sentinela da canção nativa - 2011!


Queria agradecer a todos os amigos que estiveram com a gente em Caçapava, esse final de semana, onde pudemos fazer um baita festival e uma baita festa. Muita gente foi reencontrada depois de anos, depois de meses ou memso dias, onde a saudade e o carinho não foi nenhum pouco menor a cada um deles. 

As charlas com o Rui Carlos Ávila (meu parceiro na música NOS RUMOS DO SALADEIRO, que foi ótima em palco), com o Éverson Maré, Gujo Teixeira, Robledo Martins, Jarí Terres, Martim César, Paulo Timm, Alessandro ferreira, Juca Moares, Ita Cunha, Daniel Cavalheiro, Cabo João, Shana Müller, Paulinho Goulart, Jaca, Lucas, Diego Müller II, Juliano Moreno, etc e etc... tanta gente que poderei esquecer MUITOS. Ah, sem esquecer da parceria do Josué Junior, pilotando o carro e tomando trago conosco. hehehe!

Agradecemos também a transmissão das rádios ali presentes, que falaram tão bem dos temas e das parcerias, levando-as aos “nossos” que as ouviam com prazer. Entre elas:

* Rádio nativa FM – Santa Maria/RS 
* Rádio Nova Pauta / da URI – Santiago/RS 
* Rádio terra gaúcha 
* Rádio Caçapava – Caçapava/RS 
* e muitas outras.

(No bar com a turma: Junior, Marcos Andrade, Robinho, Eu, Juka Moraes e Daniel Cavalheiro)

Portanto, aqui ficam meus parabéns ao Martim Cesar, ao Paulo Timm, ao Alessandro Ferreira (voltando aos festivais em grande estilo) e ao Robledo, sem contar todo o time em palco. Baita música. Parabéns galos! 

1º Lugar 
SOPRANDO AS BRASAS DA AUSÊNCIA – Milonga
Letra - Martim César Gonçalves
Música - Alessandro Ferreira e Paulo Timm
Intérprete - Robledo Martins 

2º Lugar 
CONSCIÊNCIA GALPONEIRA - Chamarra
Letra - Joel Freitas Paulo
Música - Fábio Prates
Intérprete - Jairo Lambari Fernandes

3º Lugar 
A ÚLTIMA RECORRIDA – Milonga
Letra - Joel Freitas Paulo e Othelo Caiaffo
Música - Volmir Coelho e Adriano Gomez
Intérprte - Volmir Coelho e Daniel Cavalheiro 

4º Lugar
POR SER DA TERRA – Chamamé
Letra - Mauro Dias
Música - Cleber Brito

Melhor Arranjo 
FUDUNÇO - Tango
Letra - Juca Moraes
Música - Frutuoso Araújo
Intérprete - Robledo Martins 

Melhor Tema Campeiro 
A ÚLTIMA RECORRIDA – Milonga
Letra - Joel Freitas Paulo e Othelo Caiaffo
Música - Volmir Coelho e Adriano Gomez
Intérprte - Volmir Coelho e Daniel Cavalheiro 

Melhor Melodia 
SOPRANDO AS BRASAS DA AUSÊNCIA – Milonga
Letra - Martim César Gonçalves
Música - Alessandro Ferreira e Paulo Timm
Intérprete - Robledo Martins 

Melhor Letra 
SOPRANDO AS BRASAS DA AUSÊNCIA – Milonga
Letra - Martim César Gonçalves
Música - Alessandro Ferreira e Paulo Timm
Intérprete - Robledo Martins 

Melhor Interprete 
Robledo Martins 

Melhor Instrumentista 
Maikel Paiva 

Mais Popular 
DIFERENÇAS ENTRE GÁUCHOS – Rancheira 
Letra e música - Felipe Xavier de Lima 

(Volmir Coelho e Diego Müller - no forte Dom Pedro II - Caçapava do Sul/RS)

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(El boliche - Frasca / Argentina)

Nenhuma atividade no bem é insignificante. As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes.” 
 Chico Xavier

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vida no sul...

...nesse final de semana!


O Programa Vida no Sul apresenta novamente através das televisões: 

TV URBANA (Canal 59 da TV aberta) 
REDE VIDA (Canal 30 da NET)

Um ESPECIAL COM O COMPOSITOR DIEGO MÜLLER, junto com o musicista ÉRLON PÉRICLES interpretado suas composições consagradas em CDs e festivais, como Namoro de gato (mais popular em Rosário do Sul desse ano e regravada por conjuntos como Os Tiranos, Mate Novo, etc) e Justimiano Carrapicho (campeã da Coxilha nativista de Cruz Alta em 2009). O programa vem acompanhado por Marcelinho Freitas (percussão), Thiaguinho Quadros (gaita botonera) e Miguel Tejera (baixo). No segundo bloco Érlon Péricles mostra seu talento.

Horários: Sábado (09/04) às 22h da noite e Domingo (10/04) às 23h da noite.

Para sintonizar: região metropolitana e grandes cidades - sinal aberto: 59 e 30 da NET e parabólica. 


Pobres são aqueles que não têm talentos; fracos os que não têm aspirações.”

Sentinela da canção nativa...


...de Caçapava do Sul!


Olá gurizada....
Hoje a tarde estamos deixando as correrias diárias de lado, colocando o mate na "matera", emalando o pocho, e se indo pra Caçapava do Sul, para 9º edição do Sentinela da Canção. Fazia tempos que não ia pra um festival, acompanhar os amigos, as folias, os bastidores, os bares, etc e etc. Muitos amigos estão cobrando, muitas parcerias estão distantes, e esse final de semana nos reencontraremos, desde a Moenda do ano passado, em agosto (último festival que fui a ponto de me dedicar aos amigos). Bom, tem tudo pra ser um grande festival.
Tenho uma música concorrendo com o grande amigo de HERVAL, Rui Carlos Ávila... Baita parceiro.
Um chamamé intitulado NOS RUMOS DO SALADEIRO, do qual temos um grande carinho...
É a segunda vez que participamos da Sentinela. A outra feita foi em 2008, com um tema meu, do Sampaio, do Gentil e do Erlon, um valseado chamado RANCHITO. Bonito tema.
Bom, estamos de volta...
E Suerte a todos... e em breve apeamos aí!

Abraços do amigo de sempre, DIEGO MULLER!

(Rui Carlos Ávila)

SEXTA 08 de Abril

DIFERENÇAS ENTRE GÁUCHOS – Rancheira
Letra e música - Felipe Xavier de Lima

QUEM ME DERA – Milonga
Letra - Manoel Oribe ( Manolo )
Música - Luiz Cardoso
Intérprete - Luiz Cardoso

ALMA ENCHARCADA – Milonga
Letra - Zauri Tiaraju de Castro
Música - Rogério Silva

A ÚLTIMA RECORRIDA – Milonga
Letra - Joel Freitas Paulo e Othelo Caiaffo
Música - Volmir Coelho e Adriano Gomez
Intérprte - Volmir Coelho

CAMPEIROS – Chamamé
Letra - Eder Lima 
Música - Felipe Lima 

POR UM FIO – Milonga
Letra - Zeca Alves
Música - Glademir Escobar

IRMÃOS DE ALMA E DE CAMPO – Chamarra
Letra e música - Jorge Freitas
Intérprete - Jorge Freitas

CONSCIÊNCIA GALPONEIRA - Chamarra
Letra - Joel Freitas Paulo
Música - Fábio Prates 

EXILIO CAMPEIRO – Chamarra
Letra e música - Arlindo Carvalho Jr.

NOS RUMOS DO SALADEIRO – Chamamé
Letra - Diego Muller
Música - Rui Carlos Ávila

COM A ALMA NA GARGANTA – Chamamé
Letra - César Tiaraju Machado de Sousa
Música - Pedro Raimundo Porto da Silva

PELAS MÃOS - Milonga
Letra - Severino Rudes Moreira e José Mauro Ribeiro Nardes
Música - Nelcy Vargas


(Caçapava do Sul)

SÁBADO 09 de Abril

BOIADA DE PENAS - Chamarra
LETRA - Valdir Desconsi
MÚSICA - Zulmar Benitez

UMA CARREIRA DAS BUENAS - Chamamé
Letra - João Sampaio, Odenir dos Santos e José Mauro Ribeiro Nardes
Música - Érlon Péricles

PRA GENTE DO MEU RINCÃO – Milonga
Letra - Gujo Teixeira
Música - Paulo Ricardo Saavedra

NA HORA DO ENTARDECER – Milonga
Letra e música - Orlando Mazzini

SOPRANDO AS BRASAS DA AUSÊNCIA – Milonga
Letra - Martim César Gonçalves
Música - Alessandro Ferreira e Paulo Timm
Intérprete - Robledo Martins

O QUE O CAMPO FALA – Milonga Canção
Letra - Marilaine Pereira
Música - Derli Trindade

ESTE MEU VERSO A MODA ANTIGA – Chamarra
Letra - Gujo Teixeira
Música - Érlon Péricles e Duca Duarte

DE TEMPO E VIDA - Chacarera
Letra - César Tiaraju Machado de Souza
Música - Renata Bairros e Mano Paz

FUDUNÇO - Tango
Letra - Juca Moraes
Música - Frutuoso Araújo
Intérprete - Robledo Martins

QUANDO A GUITARRA PERDE A ALMA – Milonga
Letra - Paulo Ricardo Costa
Música - Regis Reis e Dartanham Portella

TEMPORAIS – Milonga
Letra - Beth Rodrigues da Silveira, Ethiele Silveira e Rui C. Àvila
Música - Rui C. Ávila
Intérprete - Rui C. Ávila 

POR SER DA TERRA – Chamamé
Letra - Mauro Dias
Música - Cleber Brito

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(Turma no festival de São Lourenço - Reponte)

Bom, já comentando de Rui Carlos Ávila, fica pra voces aqui um tema meu, do Cimirro (in memóian) e do Joca Martins, do qual participamos da Sapecada da canção de 2009, em Lages, interpretada pelo Robledo Martins e pelo próprio Rui Carlos Ávila.
Um Rasguido-doble muito bonito, do qual sou suspeito a falar... mas é o que dizem. hehe!

Abraçãos e saludos!

(Adelante - Sapecada da canção)

ADELANTE - Rasguido-doble
(L: Diego Müller - Canoas e Miguel Cimirro - Candióta 
M: Joca Martins) 

O angico fumegando 
Já prepara a madrugada, 
Levanta a lua prateada 
Na cumeeira do oitão... 
Cambona preta retinta, 
Chiando contra a quietude, 
Na mansidão das virtudes 
De um caseiro no galpão! 

Cismas antigas sogueiras 
Doutros tempos de relento... 
No largar um quatro-tentos 
De sobrelombo num pampa... 
Oigate, aparte dos maula 
No barreal de uma mangueira... 
...Lembranças minhas: Fronteira... 
Pilchas... E flor de estampa!!! 

Mas que vida, pra “adelante”, 
Patrão das tropas dos anos... 
Tire a pressa dos vaqueanos, 
E faça os pingos cansados... 
Ponha estrelas na noite, 
“Inté” me vire do avesso 
Cobrando, “que seje”, o preço 
Pra rever os conquistados!!! 

Como aquela na invernada 
– Gritos de “gaucho campero” – 
Que se eu não fosse ligeiro, 
Daquele refugo alçado, 
Um touro – aspa de lança – 
E um cusco grudou o garrão, 
Trompei co´o potro alazão 
“Lo aplumando”, junto ao gado!... 

Salta a fumaça da estufa 
Que vai mansa se prender 
Na quincha alta e escrever, 
Nos picumãs, a verdade... 
Perdido é tempo passado 
Na ilusão que alucina... 
Desculpem, minha retina: 
Bateu de novo saudades!!!!

(Eleodoro Marenco - Argentina)

"Somos o que fazemos e principalmente o que fazemos para mudar o que somos!" 
(Eduardo Galeano)