Por DIEGO MÜLLER

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Taperas...





TAPERA...

En la oriyita de un camino muerto
po'el que no crusa ya ni un alma en pena,
más solita que crus en tumba'e pobre
te consumís, tapera,
rumiando tus memorias niblinosas
mientras carcome'l tiempo tu osamenta.

Los vientos aburridos s'entretienen
en desmechar tu quincha'e paja seca,
y encuadriyaos con el abrojo grande
y el yuyo colorao -qu'es pior que lepra-,
ortigales machasos
de tu vejés ya van tomando cuenta.

Por los rombones que te ha abierto'l'agua
meten tuitas las noches su alma negra,
enseñando el camino a las babosas,
que también e la entraña se te cuelan,
y a cuanta chamuchina
anda po'el campo en busca'e madriguera.

Y al ñudo se proponen alegrarte,
armando un bail'e lus en tu cumbrera,
esos soles güenasos,
que hasta en el lomo'e los inviernos yegan
a calentarle'l cuero al pobrerío
sin poncho no fogón, que por ahí pena.

Por tu tirante acarunchao, cacunda,
por tus cáidas tijeras,
por los terrones que se te amojosan
bordaos de telas de arañas secas,
anda tuavía el ricuerdo de las vidas
que anidaron un tiempo en tu pobresa.

Y en vano preguntás al bicherío
qu'en tu suelo pastudo ha hecho querencia,
qué jué del par de viejos,
de los gurises y la mosa aqueya,
que un crudo invierno, en el carrito enclenque,
repuntó pal camino la miseria.

(Poema: Serafin J. Garcia/Treinta y Tres - Uruguai - Imagem: Jorge Frasca/Buenos Aires - Argentina)



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Belo Monte
Anúncio de uma Guerra

Documentário sobre a maior obra de engenharia do país da atualidade, na qual depoimentos a favor e contra Belo Monte apontam para um desastre do ponto de vista ambiental, econômico e social.

Belo Monte é uma usina hidrelétrica que o governo pretende instalar no coração da Amazônia, na Volta Grande do rio Xingu na cidade de Altamira, Pará. O documentário “Belo Monte, Anúncio De Uma Guerra” é um projeto independente e coletivo a respeito desta obra, que foi filmado durante 3 expedições à região do rio Xingu. Trata-se de material riquíssimo sobre os bastidores da mais polêmica obra planejada no Brasil, com imagens de alto impacto e entrevistas com os principais envolvidos na obra, incluindo lideranças indígenas (como o Cacique Raoni e Megaron), o Procurador da República (Dr. Felício Pontes), o Presidente da FUNAI (Márcio Meira) e políticos locais a favor da construção da Usina.

Depois de meses de trabalho o filme está pronto e no ar, de graça para você assistir e saber quais são os verdadeiros motivos da construção desta usina.

O filme está muito bom, NÃO DEIXE DE ASSISTIR!!!

Basta apenas dar um play no vídeo abaixo:


 

Um projeto de Cinema & Vídeo por Cinedelia

Há 2 anos estamos fazendo um documentário independente sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Quanto mais filmamos e investigamos, mais claro fica que a obra está sendo imposta pelo governo de forma totalmente arbitrária e irresponsável, sem dialogar com os índios nem com o resto da sociedade.
Acreditamos que esse filme pode interferir nisso, mas para isso precisamos de dinheiro para editar e finalizar o material. Escolhemos o financiamento coletivo, pois mais do que um filme, queremos fazer disso um ato político da sociedade, uma luta pelo acesso à informação e pelo direito de participar das decisões do país.

CONTINUEM DOANDO E DIVULGANDO, pois 114mil é o suficiente para finalizar o filme e disponibilizá-lo na internet, mas NÃO é o suficiente para levá-lo às sala de cinema do Brasil e do mundo. Portanto, quanto mais dinheiro conseguirmos juntar, maiores as chances de o filme ter impacto real na sociedade.

Contato:
Twitter: @belomonteofilme

Equipe:
Direção: André D’Elia
Produção Executiva: Beatriz Vilela, Francisco D’Elia
Direção de Fotografia: Rodrigo Levy Piza, Federico Dueñas
Direção de Som: Téo Villa, Diego Depane
Desenho Gráfico: Federico Dueñas
Montagem: Mauro Moreira
Ass. de Montagem: André Souza
Campanha e Mobilização: Digo Castello, Daniel Joppert, Caio Tendolini e Mundano.



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(Movimento Gota d´água)


The Construction of Belo Monte Dam is one of the most controversial developments ever seen in the Brazilian history. The issues raised by its construction go beyond environmental, cultural and social impacts. The approval of a gigantic development in the hearth of the Amazon forest, amongst precious indigenous nation’s territory has raised alarming concerns. The lack of studies and uncertainties towards the eminent catastrophic outcomes put an obscure perspective against Brazilian government energy generation that aims to transform the Amazon on a hydrologic dam yard.
The independent film making company Cinedelia has taken the challenge of producing with its own resources the most detail documentation ever made about the Belo Monte hydrologic dam construction.
In the last two years, Cinedelia has done 3 expeditions to the Xingu river basin, where produced over 120 hours of footage including Altamira, Brasília and São Paulo. Cinedelia has also made 87 interviews with people involved on decision making, studies, affected community and indigenous communities about the construction of Belo Monte dam.
Cinedelia’s documentation team has done exhaustive research in the controversial decision making process leading to approval of construction of Belo Monte. The vertical decision making process that excluded environmental studies, economic studies, human rights, indigenous nation’s leaders concerns and causing revolt to the Brazilian society.
Cinedelia aims to raise R$ 114 thousand reais in 30 days to finalize the film in digital format. It seems like a lot of money, but in reality it is not enough to take the film to cinema theaters. Our goal is to release the film on the Internet and make it available to the world the highlights of the documentation made on the last 2 years.
The Crowd funding is the only mechanism Cinedelia has to finalize the pos production of this precious documentary “Belo Monte – Announcement of a War”.
As an independent production this feature documentary has the commitment with the truth and aims to show the Brazilian Society and the world the facts behind the scenes of the controversial construction of Belo Monte hydrological dam.
The funds raised will be invested on the pos production of Belo Monte – Announcement of a War” allowing Cinedelia to publish the film in digital format making it available to the world in time to allow the society to see the reality ridden from the public, before it is too late to take action.
Please feel free to check the film detailed budget, available here.
We from Cinedelia have founded this project with our own resources because we truly believe that together we can make a difference. With your support we get stronger and closer to achieve our goal. Help us to finalize this film and give visibility to the truth gathering more support from people like you across the globe.
By making a donation you become part of this project to help stop Belo Monte Dam and start a serious discussion about alternative forms of generating energy in Brazil.



If you are not in Brazil, email us to belomonteofilme@gmail.com and we will explain the donation reward system.

Contact:
Twitter: @belomonteofilme

Team:
Director: André D’Elia
Executive Producers: Beatriz Vilela, Francisco D’Elia
Director of Photography: Rodrigo Levy Piza, Federico Dueñas
Sound directors: Téo Villa, Diego Depane
Graphic Designer: Federico Dueñas
Editor: Mauro Moreira
Assistant Editor: André Souza
Communication and Mobilization: Caio Tendolini, Daniel Joppert, Digo Castello and Mundano


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10ª Sentinela da Canção, de Caçapava do Sul - 21 a 24 de junho de 2012
* Armada - Milonga
L: Diego Müller, Alex Cabral e Rafael Ferreira
M: Marcelinho de Carvalho
(Representa: Canoas, Bagé, Vacaria e Cruz Alta/RS)



27ª Ronda de São Pedro, de São Borja - 28 a 30 de junho de 2012
* Gaúcho em Quatro Elementos - Milonga
L: Diego Müller e Rodrigo Bauer
M: Mario Barbará
(Representa: Canoas e São Borja/RS)



Sorte a todos os nossos amigos em palco!...
E sempre adiante com nossa cultura!!!
Cultura acima de tudo!!!

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(Foto de Albert Moreira - do filme O tempo e o vento)

Quando a última árvore for cortada, quando o último rio for poluído,
quando o último peixe for pescado, aí sim eles verão que dinheiro não se come…”
Greenpeace

segunda-feira, 18 de junho de 2012

El alma de Payador...



Santos Vega... 

Cuando la tarde se inclina
sollozando al occidente,
corre una sombra doliente
sobre la pampa argentina...
Y cuando el sol ilumina
con luz brillante y serena
del ancho campo la escena,
la melancólica sombra
huye besando su alfombra
con el afán de la pena. 

Cuentan los criollos del suelo
que, en tibia noche de luna,
en solitaria laguna
para la sombra su vuelo;
que allí se ensancha, y un velo
va sobre el agua formando,
mientras se goza escuchando
por singular beneficio
el incesante bullicio
que hacen las olas rodando. 

Dicen que, en noche nublada,
si su guitarra algún mozo
en el crucero del pozo
deja de intento colgada,
llega la sombra callada
y, al envolverla en su manto,
suena el preludio de un canto
entre las cuerdas dormidas,
cuerdas que vibran heridas
como por gotas de llanto. 

Cuentan que en noche de aquellas
en que la Pampa se abisma
en la extensión de sí misma
sin su corona de estrellas,
sobre las lomas más bellas,
donde hay más trébol risueño,
luce una antorcha sin dueño
entre una niebla indecisa,
para que temple la brisa
las blandas alas del sueño. 

Mas si trocado el desmayo
en tempestad de su seno,
estalla el cóncavo trueno
que es la palabra del rayo,
hiere al ombú de soslayo
rojiza sierpe de llamas,
que, calcinando sus ramas,
serpea, corre y asciende,
y en la alta copa desprende
brillante lluvia de escamas. 

Cuando, en las siestas de estío,
las brillazones remedan
vastos oleajes que ruedan
sobre fantástico río,
mudo, abismado y sombrío,
baja un jinete la falda,
tinta de bella esmeralda,
llega a las márgenes sola...
¡y hunde su potro en las olas,
con la guitarra a la espalda! 

Si entonces cruza a lo lejos,
galopando sobre el llano
solitario, algún paisano,
viendo al otro en los reflejos
de aquel abismo de espejos,
siente indecibles quebrantos,
y, alzando en vez de sus cantos
una oración de ternura,
al persignarse murmura:
¡El alma del viejo Santos! 

Yo, que en la tierra he nacido
donde ese genio ha cantado,
y el pampero he respirado
que al payador ha nutrido,
beso este suelo querido
que a mis caricias se entrega,
mientras de orgullo me anega
la convicción de que es mía
¡la patria de Echeverría,
la tierra de Santos Vega!... 






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Bah gente, me desculpe... 
mas profissão "Avaliador" não dá... não agrega! 
Criar e mover o mundo é o que atrai o que realmente vive da arte 
(não monetariamente, mas sim da cultura nas veias)! 
Lembrando a todos que CULTURA e ENTRETENIMENTO são duas coisas longes uma das outras, 
não é uma LINHA TÊNUE no nosso folk! 

...De resto, é status apenas! 

Trabalho é a chave!!!
Trabalhe!

Bom dia a todos!


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"Um anda em cavalo manso... Outro em potro redomão... Um traz o fogo pegado em folha seca e carvão... Outro é tronco de aroeira, graveto grosso e molhado... Um é fogo de lareira... Outro é fogo de galpão!!!"

(Balbino Marques da Rocha)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Espléndida parábola vital de dos siglos...


Esta es la esencia del gaucho.....no la que presentan con galeras y ropas de estancieros ricos...este es el hombre que era mezcla de indio y de blanco, bravío como la tierra misma, no obedecía a patrones, solo seguía a caudillos por su valentía, por su honorabilidad, no era obsecuente de nadie....y la patria creció así, con ranchos de paja y barro y no con techos de tejas como lo han presentado siempre deformando nuestra identidad....!!!” 
(Daniel Rojelio Albornoz - Neuquen, Argentina)

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Espléndida parábola vital de dos siglos...


Salve a humildade... o povo... salve o simples... o folk... 
o que vem da terra... de baixo para cima.... 

...não o que é imposto como gaucho ou crioulo! 

Sabemos que gaucho nunca foi algo ostentado em pilares de bronze. Veio do pó, da terra e do barro.... mesclado com gotas de sangue em sua aderencia! O retrato diz o que é realmente o gaúcho... talvez nenhum outro identifique melhor esse simbolismo em nosso contexto de CULTO e CULTIVAÇÃO! Hoje vamos em "rodeios" que nada mais são do que ENTRETENIMENTO, moldados em cima de conflitos (chamados de concursos, para não "pesar" tanto) e de judiação com animais... com propósitos simplesmente de satisfação propria, e nao de crescimento cultural! Entretenimento e cultura sao diferentes! E muito longe um do outro! Lembro inclusive que os aguerridos e valentes que exaltam hoje, em panteões, pinturas e estatuas, foram para as frentes de batalhas, sangrando em colunas febris de guerra, justamente por deixarem em um pequeno pedaço de terra um rancho de adobe, quinchado de santa-fé e sereno, guardando o calor fraterno de uma morena crioula e de um guri - futuro peão trabalhador nas lides simples e, essas sim, heroicas! Pouco que tinham, mas era tudo... um nada e um tanto! Nao se peleava por patria, onde a patria era de ninguem! Nao se peleava por terra, se a terra era de poucos. Nao se peleava por bandeiras, sem saber de quem era essa bandeira. O aguerrimento era por familia e trabalho!

Os mesmos donos de sesmarias (dividias por segurança a uma "patria" de ninguém) e patrimônios enormes de terra (devotados a um "rei-uno"), com riquezas vindas de alguém (e com o sangue de muitos), menosprezavam esse povo simples, estes andarilhos, estes terrenos com cheiro de chão, os chamando de gaúchos, gaudérios, sempre pejorativamente... talvez ancestrais (ou em sangue ou em ideologia) dos que hoje colocam bombachas para uma ação politiqueira de ganhar espaço dentro de uma instituição que se diz dono do gaúcho: mesma instituição que te diz como é para voce se vestir, agir, respeitar e como fazer rodeios (repito: para divertimento apenas). Claro, dá retorno financeiro. Ensinamento? Pouco!!! 
Frente de batalha é para os trabalhadores apenas, sejam rurais ou urbanos, lutando apenas por nao serem esplorados. Esses sim são e eram os gauchos. Nao os de bombacha. 
Hoje os gauchos vivem em ranchos pobres de vilas, em arrabaldes povoeiros, beirando trilhos e rios... vestindo roupas rotas e muitas vezes doadas por serem velharias dentro de armários e closets de apartamentos, com ou sem sacadas! Vivem em beiras de corregos, talvez sangas transformadas em valões citadinos, margeando cidades empobrecidas por alfalto e o pouco contato com o verde e a terra: mesmo asfalto que aquece a atmosfera e faz a flor morrer antes mesmo de nascer. 
Ate os carroceiros, veja bem (o que restou do trabalho carreteiro em nosso estado), estão proibidos de trabalhar no único recurso que os resta de contato com o solo, com o antigo, que nada tem haver com o desumano ou o irracional, ou quem sabe o desonesto. P São coisas de "patria nova"... é por a nossa mesma "pátria" estar crescendo e nao deixar espaço para eles. Não merecem!... Ser patria hoje é ser avançado, ter carro e ar condicionado, usar tenis e ter tempo para se prender a engarrafamentos exorbitantes em uma BR interligando nosso estado. Tudo isso feito pelo progresso. É o progresso. É o progresso? veja bem!!!
Os carroceiros, descendentes de gaúchos, estão sucumbindo com as leis impostas por quem se diz GAUCHO... ostentando uma vestimenta com cheio de naftalina comprada em alguma loja desprovida de cultura, querendo gerar modas sem manter essência alguma, carregando botons em lapelas de coletes e casacos com nomenclaturas diversas, destruindo os que realmente fizeram nosso povo, quem gestou e gerou... quem é realmente gaucho! ...Perdendo e desviando VALORES! Preciosidades!

Viemos dos pés descalços na geada... da mão calejada do arado e da enxada... da boca sugerindo um "Vira ca´alo!"... das calmarias de "Eira bois"!... dos dedos dos pés firmando num estribo de osso... do olhar mirando lonjuras... do amanhecer embebido em erva mate... da humildade de aprender com a natureza... da valentia em querer voltar a seu rancho, vivo... da terra moldando o homem... do trabalho dolorido em troca apenas de pão, e lugar!!!

Gaucho é um estado de espirito sim, porem estado de espirito SIMPLES, e de VALORES - Valores opostos aos cobres!!!
Ser gaucho não é um espirito vivente dentro de uma bombacha, penetrante em um lenço! 
São valores antigos e simples, ancestrais... que nos vieram atraves de séculos e gerações, moldados e amadurecidos pela terra, apenas! E quem duvida disso já se mostra anti-gaúcho! ...Lhe ASSEGURO!!!

"Tem gente que de tão pobre possui e quier apenas dinheiro!"... 

Desculpa a ofensa, caso sinta-se alguém, mas mentir não se pode! História não é para ferir e sim para ensinar... amadurecer! Há de ser verdadeiro... há muito que ser cultuado e RESPEITADO, isso em todas as forças e manifestações de arte em que vivemos... mas principalmente no modo DE SER DAQUI! Talvez uns sejam do CULTO e outros da VIVENCIA... importante os dois! ...mas em ambos há de existir o respeito, como valor importante de nosso lugar!


Salve o simples, a humildade... 
Salve os valores, o folclore, 
Salve a terra, e a flor: 
SALVE O GAUCHO!!!!!!!!!!!!!!!!

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(Eleodoro Marenco)

...Seguiemos hoy (...) creyendo que es tarea fundamental ocuparse del gaucho. Porque queríamos, y queremos, una imagen real suya, no un figurón literario o un trozo de carniza disecada por el escalpelo despiadado de un pretendido 'revisionismo' que le considera 'mito' o 'bestia negra'... imagen real para contemplar, estudiar y amar, como ser de nosotros mismos, aunque puedan dolernos los ojos en su contemplación, más que por sus fulgores, tal ves por sus carencias y sus anónimos heroísmos. Buscamos encontrar sustancia cálida y auténtica, ni aserrín, ni polvo de huesos. El alma misma de la nacionalidad. Porque estudiar el gaucho ES COMO PONER LA MANO EN EL PECHO ABIERTO DE LA PATRIA, y palpar, sentir en vivo y caliente, el proprio LATIDO DE SU CORAZÓN!” 
(Fernando Assunção - Uruguai)

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"‎EL GAUCHO es el producto axial de la cultura de la zona litoral, de la que fué epicentro geográfico nuestro actual territorio nacional. No fué, ni pudo ser jamás, el marginal que han pretendido señalar, en llamativa coincidencia, los tecnócratas agraristas, ultras en su teorización mercantilista, y los escribas de la 'intelligentza' marxista-leninista, zurdos de entre casa, con la verborrea clásica del materialismo dialéctico!"
(Fernando Assunção)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eduardo Galeano...


"Un hombre del pueblo de Neguá, en la costa de Colombia, pudo subir al alto cielo.
A la vuelta, contó. Dijo que había contemplado,desde allá arriba, la vida humana. Dijo que somos un mar de fueguitos.
- El mundo es eso. Reveló -. Un montón de gente, un mar de fueguitos.
... Cada persona brilla con luz propia entre todas las demás. No hay dos fuegos iguales. Hay fuegos grandes y fuegos chicos y fuegos de todos los colores. Hay gente de fuego sereno, que ni se entera del viento, y hay gente de fuego loco, que llena el aire de chispas. Algunos fuegos, fuegos bobos, no alumbran ni queman; pero arden la vida con tantas ganas que no se puede mirarlos sin parpadear, y quien se acerca, se enciende. "

As perdas das coisas, confesso que nunca me importaram muito. Mas as perdas das pessoas sim, doeram e, em alguns casos, deixaram um buraquinho bem difícil de preencher. Mas este mundo está armado assim, é um tecido de encontros e desencontros, de perdas e ganhos, e o melhor dos meus dias é o que ainda não vivi. E cada perda corresponde a um encontro que ainda não tive e, por sorte, a realidade é generosa e não falha nisso. Na verdade, eu escrevo para celebrá-la e a celebrando, denuncio tudo que impede que a gente reconheça nos outros e em nós mesmos, as múltiplas cores do arco-íris terrestre. Somos muitíssimo mais do que nos dizem que somos!“


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Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 em Montevidéu em uma família católica de classe média de ascendência europeia. Na infância, Galeano tinha o sonho de se tornar um jogador de futebol; esse desejo é retratado em algumas de suas obras, como O futebol de sol a sombra (1995). Na adolescência, Galeano trabalhou em empregos nada usuais, como pintor de letreiros, mensageiro, datilógrafo e caixa de banco. Aos 14, vendeu sua primeira charge política para o jornal El Sol, do Partido Socialista.
Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960 como editor do Marcha, influente jornal semanal que tinha como colaboradores Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti. Foi também editor do diário Época e editor-chefe do jornal universitário por dois anos. Em 1971 escreveu sua obra-prima As Veias Abertas da América Latina.
Em 1973, com o golpe militar do Uruguai, Galeano é preso e mais tarde forçado a se exilar na Argentina, onde lançou Crisis, uma revista sobre cultura. Em 1976, com o sangrento golpe militar liderado pelo general Jorge Videla, tem seu nome colocado na lista dos esquadrões de morte e, temendo por sua vida, exila-se na Espanha, onde deu início à trilogia Memória do Fogo. Em 1985, com a redemocratização de seu país, Galeano retornou a Montevidéu, onde vive ate hoje.
Em princípios de 2007 Galeano caiu seriamente doente, mas recuperou-se, após uma bem-sucedida cirurgia em Montevidéu.


Obras
A obra mais conhecida de Galeano é, sem dúvida, As Veias Abertas da América Latina. Nela, analisa a História da América Latina como um todo desde o período colonial até a contemporaneidade, argumentando contra o que considera como exploração econômica e política do povo latino-americano primeiro pela Europa e depois pelos Estados Unidos da América. O livro tornou-se um clássico entre os membros da esquerda latino-americana.
Memória do Fogo é uma trilogia da História das Américas. Os personagens são figuras históricas: generais, artistas, revolucionários, operários, conquistadores e conquistados, que são retratados em pequenos episódios que refletem o período colonial do continente. Começa com os mitos dos povos pré-colombianos e termina no início da década de 1980. Na obra, Galeano destaca não apenas a opressão colonial, mas também atos individuais e coletivos de resistência. A obra foi aclamada pela crítica literária e Galeano foi comparado a John Dos Passos e Gabriel García Márquez. Ronald Wright, do suplemento literário do The Times, escreveu que "os grandes escritores dissolveram gêneros antigos e encontraram novos. Esta trilogia de um dos mais ousados e talentosos da América Latina é impossível de classificar".
O Livro dos Abraços é uma coleção de histórias curtas e muitas vezes líricas, apresentando as visões de Galeano em relação a temas diversos como emoções, arte, política e valores. A obra também oferece uma crítica mordaz à sociedade capitalista moderna, com o autor defendendo aquilo que acredita ser uma mentalidade ideal à sociedade. Para Jay Parini, do suplemento literário do The New York Times, é talvez a obra mais ousada do autor.
Como ávido fã de futebol, Galeano escreveu O futebol ao sol e à sombra, que revisa a trajetória histórica do jogo. O autor o compara com uma performance teatral e com a guerra; critica sua aliança profana com corporações globais ao mesmo tempo em que ataca intelectuais de esquerda que rejeitam o jogo e seu apelo às massas por motivos ideológicos.
Em seu livro mais recente, Espelhos, o autor tem o intuito de recontar episódios que a história oficial camuflou. Galeano se define como um escritor que remexe no lixão da história mundial.
Apesar da clara inspiração e relevância histórica de suas obras, Galeano nega o caráter meramente histórico destas, comentando que é "um autor obcecado com a lembrança, com a lembrança do passado da América e, sobretudo, da América Latina, uma terra intimamente condenada à amnésia".
Além de livros, Galeano também escreve artigos para publicações estadunidenses de esquerda como The Progressive, New Internationalist, Monthly Review e The Nation.


La creación
La mujer y el hombre soñaban que Dios los estaba soñando. Dios los soñaba mientras cantaba y agitaba sus maracas, envuelto en humo de tabaco, y se sentía feliz y también estremecido por la duda y el misterio.
Los indios makiritare saben que si dios sueña con comida, fructifica y da de comer. Si Dios sueña con la vida, nace y da nacimiento.
La mujer y el hombre soñaban que en el sueño de Dios aparecía un gran huevo brillante. Dentro del huevo, ellos cantaban y bailaban y armaban mucho alboroto, porque estaban locos de ganas de nacer. Soñaban que en el sueño de Dios la alegría era más fuerte que la duda y el misterio; y Dios, soñando creaba, y cantando decía:
Rompo este huevo y nace la mujer y nace el hombre. Y juntos vivirán y morirán. Pero nacerán nuevamente. Nacerán y volverán a morir y otra vez nacerán. Y nunca dejarán de nacer, porque la muerte es mentira.
( del libro Memorias del fuego)

Los colores
Eran blancas las plumas de los pájaros y blanca la piel de los animales.
Azules son, ahora, los que se bañaron en un lago donde no desembocaba a ningún río, ni ningún río nacía.
Rojos, los que se sumergieron en el lago de la sangre derramada por un niño de la tribu Kadiueu. Tienen el color de la tierra los que se revolcaron en el barro, y el de la ceniza los que buscaron calor en los fogones apagados. Verdes son los que frotaron sus cuerpos en el follaje y blancos los que se quedaron quietos.
(del libro Memorias del fuego)

La llegada
El hijo de Pilar y Daniel Weinberg fue bautizado en la costanera. Y en el bautismo le enseñaron lo sagrado.
Recibió una caracola:
-Para que aprendas a amar el agua.
Abrieron la jaula de un pájaro preso:
-Para que aprendas a amar el aire
Le dieron una flor al malvón.
-Para que aprendas a amar la tierra.
Y también le dieron una botellita cerrada:
-No la abras, nunca. Para que aprendas a amar el misterio.
(del libro Las palabras andantes)


El espejo
Solea el sol y se lleva los restos de sombra que ha dejado la noche. Los carros de caballos recogen, puerta por puerta, la basura. En el aire tiende la araña sus hilos de baba.
El tornillo camina las calles de Melo. En el pueblo lo tienen por loco. EL lleva un espejo en la mano y se mira con el ceño fruncido. No quita los ojos del espejo.
- ¿Qué haces, Tornillo?
-Aquí- dice-. Controlando al enemigo
(Las palabras andantes)

El jugador
Aquel no era un domingo cualquiera del año 67. Era un domingo de clásico. El club Santa Fé definía el campeonato contra el Millonarios, y toda la ciudad de Bogotá estaba en las tribunas del estadio. Fuera del estadio, no había nadie que no fuera paralítico o ciego.
Ya el partido estaba terminando en empate, cuando en el minuto 88 un delantero desl Santafé, Omar Lorenzo Devanni, cayó en el área, y el árbitro pitó penal. Devanni se levantó, perplejo: aquello era un error, nadie lo había tocado, él había caído porque había tropezado.
Los jugadores del Santafé llevaron a Devanni en andas hasta el tiro penal. Entre los tres palos, palos de horca, el arquero aguardaba la ejecución. El estadio rugía, se venía abajo.
Y entonces Devanni colocó la pelota sobre el punto blanco, tomó impulso y con todas asus fuerzas disparó muy afuera, bien lejos.
(inédito en libros)


Obdulio
Sorpresa en el estadio Maracaná: Uruguay gana el campeonato mundial de fútbol de 1950.
Al anochecer, Obdulio Varela huye del hotel, asediado por periodistas, hinchas y curiosos. Obdulio prefiere celebrar en soledad. Se va a beber por ahí, en cualquier cafetín; pero por todas partes encuentra brasileños llorando.
-Todo fue por Obdulio- dicen, bañados en lágrimas, los que hace unas horas vociferaban en el estadio-. Obdulio nos ganó el partido.
Y Obdulio siente estupor por haberles tenido bronca, ahora que los ve de a uno. La victoria empieza a pesarle en el lomo. El arruinó la fiesta de esta buena gente, y le vienen ganas de pedirles perdón por haber cometido la tremenda maldad de ganar. De modo que sigue caminando por las calles de Río de Janeiro, de bar en bar. Y así amanece, bebiendo, abrazado a los vencidos.
( Memoria del fuego)

La función del arte/ 1
Diego no conocía la mar. El padre, Santiago Kovadloff, lo llevó a descubrirla.
Viajaron al sur. Ella, la mar, estaba más allá de los altos médanos, esperando.
Cuando el niños y su padres alcanzaron por fin aquellas cumbres de arena, después de mucho caminar, la mar estalló ante sus ojos. Y fue tanta la inmensidad de la mar, y tanto su fulgor, que el niño quedó mudo de hermosura.
Y cuando por fin consiguió hablar, temblando, tartamudeando, pidió a su padre:
¡Ayúdame a mirar!
(El libro de los abrazos)


La historia del arte
Un buen día la alcaldía le encargó un gran caballo para una plaza de la ciudad. Un camión trajo al taller el bloque gigante de granito. El escultor empezó a trabajarlo, subió a una escalera, a golpes de martillo y cincel. Los niños lo miraban hacer.
Entonces los niños partieron de vacaciones, rumbo a las montañas o el mar. Cuando regresaron, el escultor les mostró el caballo terminado. Y uno de los niños, con ojos muy abiertos, le preguntó:
-Pero... ¿Cómo sabías que adentro de aquella piedra había un caballo?
(Días y noches de amor y de guerra)

El peligro
La A tiene las piernas abiertas
La M es un subibaja que va y viene entre el cielo y el infierno.
LA O círculo cerrado, te asfixia.
La R está notoriamente embarazada.
-Todas las letras de la palabra AMOR son peligrosas- comprueba Romy Díaz- Perera.
Cuando las palabras salen de la boca, ella las ve dibujadas en el aire.
(Las palabras andantes)

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"O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa!"

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Nada mais campeiro...

Como me enxergam e como me ouvem...

Severino Rudes Moreira

(Carlos Muntefusco)

Muitos não me enxergam campeiro, por que minha bombacha tem feitio caseiro, 
palmo e pico de largura e o punho fica no cano da bota. 
Não me enxergam campeiro por que minha camisa tem uma cor só e um botão em cada punho. 
Não me enxergam campeiro por que meu lenço também tem uma cor só e alguns palmos de tamanho.
Não me enxergam campeiro por que não uso um chapéu com um palmo de aba 
e nem boina cruzada na fronteira.
Também não me escutam campeiro por que meu verso não fala de grandes estâncias e sesmarias sem fim.
Não me escutam campeiro por que meu verso não é traduzido por peão de estância nem patrão.
Não me escutam campeiro por que meu verso não é tropeiro nem domador.
Não me escutam campeiro por que meu verso não dorme em galpão e nem em cama de pelego.
Não me escutam campeiro por que meu verso também fala de amor, paz e fraternidade.
De fato. Nunca fui estancieiro nem peão de estância, pois venho de um berço rural medindo poucas braças de campo, cujo proprietário era um homem simples que criou a prole sendo campeiro e agricultor ao mesmo tempo sempre respeitando cada bicho, cada gota de água e cada punhado de terra que os cercavam.
Nunca tive um patrão, mas tive um pai que tropeava o próprio gado, amansava seus bois e domava seus cavalos. Nunca foi patrão, mas tinha em cada filho um peão para a lida.
Nunca tive um galpão de estância, mas tive um rancho humilde e uma cama tosca para descansar depois da lida que nunca começou depois do sol mostrar a cara e nem terminou antes que fosse engolido pela noite.
Assim que:
Talvez não sirva por modelo de campeirismo, afinal minha vida de campo se resume nos primeiros 14 anos de vida, mas nesse tempo o que vi, ouvi e vivi, me fizeram aprender coisas que por certo muitos morrerão de velhos sem conhecer.
Talvez por isso meu verso traduza essa visão um pouco diferenciada de campeirismo!
Meu verso retrata a figura desse pequeno mundo de cada um que nunca foi patrão exceto de si mesmo, que compartilha com a família a lida e o pão de cada dia. Que ainda pede a benção quando se acende o lampião. Que conhece a dor dos bichos no comportamento. Que sabe o pelo e a mania de cada vaca da mangueira, as baldas de cada matungo, a furna de cada mulito, o ninho de cada pássaro, a laranjeira que da o fruto mais doce e até a lua boa para cada coisa. Enfim é esse o mundo que conheço e é dessa gente que meu verso fala,
Talvez por ser esse o meu mundo, para mim não existe nada mais campeiro que isso!!!!!


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"Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam!"

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cantor do campo...

de Noel Guarany e João Sampaio



O ofício de cantor do campo
Eu trago desde a infância
Atávica circusntância
Daz hereditária etnia
Med alimento de poesia
E perfumo o coração
Com este destino de peão
Ando solito no campo
Proseando com os pirilampos
Cantando pra solidão...

Sempre fui cantor do campo
Com alma de passarinho
Pisando pedras e espinhos
Por planícies e fogões
Com jeito de velhos peões
Me ajoelho no altar pagão
Faço de igreja o galpão
(O mais criollo dos templos)
Sorvendo antigos exemplos
Que engrandeceram este chão!

Quero morrer com esta herança
De centauro e potreador
E a glória de cantador
Que nunca vendeu seu canto
Sempre fui cantor do campo
Pois ele trago na voz
Em nome dos meus avós
Canto esta pampa querida
Com a luz do sopro de vida
Que Deus empresta pra nós!

Carrego o campo no canto
E com léguas de çliberdade
Pedaços dse eternidade
Nesta milonga orelhana
Gritos de pátria y savana
Sobrelombos y cucharras
Sou cruzado com cigarra
E com calhandra missioneira
Que estende a alma campeira
No varal de uma guitarra!

É no compasso da VIGUELA
Que amanuncio emoções
Meus cantos são redomões
Que eu mesmo domo e repasso
Pois este ofício machaço
Me transformou em pirilampo
Cada vez que canto destampo
O céu de um mundo interior
E agradeço ao CRIADOR
Que me fez cantor do campo!!!!!!!!!!!


"Na década de 30 em Buenos Aires a milonga gaúcha era muito lenta e não dava lucro para as multinacionais da indústria fonográfica. Daí os gringos fizeram surgir a milonga comercial,citadina,de ritmo violento.
NOEL GUARANY







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"Cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido!"
(André Maurois)




quarta-feira, 9 de maio de 2012

Jogo de Osso...


Tava


Escolhe-se um chão parelho,nem duro,que faz saltar,nem mole,que acama,nem areento,que enterra o osso.
É sobre o firme macio,que convém.A cancha com uma braça de largura,chega,e três de comprimento;no meio bate-se uma raia de pistola,amarrada em duas estaquilhas ou mesmo um risco no chão, serve... de cada cabeça da cancha é um jogador atira,sobre a raia do centro:este atira daqui pra la,o outro atira de la pra cá.



O osso é a taba,que é o osso do garrão da rês vacum.O jogo é só desuerte ou culo.
CULO é quando a taba cai com o lado arredondado pra baixo:quem atira assim perde logo a parada 


SUERTE é quando o lado chato fica pra baixo:ganha logo e sempre.


Quer dizer:Quem atira culo perde,se é suerte ganha e logo arrasta a parada.
Ao lado da raia do meio fica o coimeiro que é o sujeito depositorio da parada e que a entrega logo ao ganhador.O coimeiro também é o que tira o barato-para o pulpeiro.Quase sempre é um aldragante velho e sem-vergonha,dizedor de graças.
É um jogo brabo pois não é? 

 

 Pois a jente que se amarra o dia inteiro nessa canchaça e parada envida tudo:os bolivianos,os arreios,o cavalo,o poncho,as esporas.O facão nem a pistola,isso sim,nem aficionado joga;os fala-verdade que tem que garantir a retirada do perdedor sem debochar dos ganhadores...e,cuidado...muito cuidado com o gaúcho que saiu da cancha do osso de marca quente!...


Jogo do Osso 
(trecho de Contos Gauchescos de J. Simões Lopes Neto)

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"Cada palmo desta terra guarda na paz e na guerra... Nos palácios e galpões o teu canto barbaresco, gaúcho e martínfierresco, CANTOR MAIOR DAS MISSÕES!!!!!!!!!!!!!!!!!"
JOÃO SAMPAIO