Por DIEGO MÜLLER

terça-feira, 14 de junho de 2011

Rivotrill...

...Curva de vento!


“Fazer música instrumental com bom humor e qualidade”. Este é o mote principal que norteia a concepção musical do Rivotrill. Em dois anos e meio, o grupo, formado por Eluizo Júnior (flauta, saxofone e teclados), Rafael Duarte (contrabaixo) e Lucas dos Prazeres (percussão), vem mostrando que esse intento está sendo cumprido a risca. Além disso, apesar do pouco tempo de formação, o trio vem solidificando seu nome como um dos mais inteligentes e talentosos projetos em música instrumental do nosso país, o que contribui para que 
essa trajetória seja longa e intensamente produtiva.

(Chuva verde)

CD Curva de vento


curva de vento – o disco Com algumas excelentes participações em importantes eventos musicais como o RecBeat (que faz parte da programação “alternativa” do carnaval recifense), o XVII Festival de Inverno de Garanhuns, o Festival de Música Instrumental de Guarulhos e a Feira da Música de Fortaleza, o Rivotrill foi conquistando respeito da crítica especializada e consolidando cada vez mais o seu trabalho como uma grande e feliz novidade no cenário da música instrumental contemporânea. No esteio disso, e tendo como suporte o respaldo positivo que começara a ganhar a partir de então, o grupo cai em campo para registrar oficialmente suas composições. E, com o apoio da Chesf, o Rivotrill lança para o grande público Curva de Vento, seu primeiro álbum, que tem a direção musical co-assinada por Yuri Queiroga. Porém, Curva de Vento não é só, e nem simplesmente, o primeiro álbum do Rivotrill. Ele surge também como uma extensão a mais das possibilidades de experimentação do grupo. A começar pelo próprio processo de gravação, não muito convencional. Em março de 2007, a equipe formada pelos três músicos e mais toda a produção técnica e artística se aloja numa casa, que foi escolhida para ser o estúdio de gravação do disco. A idéia era fazer tudo à sua maneira, com liberdade de criação suficiente e que pudesse dar vazão ao turbilhão de idéias e mirabolâncias que essa turma se propunha a partir de então. Para conseguir imprimir ao disco a quantidade de nuances e timbres dos quais o Rivotrill lança mão, e também para se manter fiel aos sons originalmente por eles criados, microfones foram espalhados por todos os cantos da casa. E todos os cômodos, com a sua acústica peculiar, serviram para captar os sons de forma diferenciada e característica. Contrabaixo ligado na área de serviço, pandeiros embaixo de escadas, flautas captadas no banheiro e até mesmo um djembê gravado dentro de uma cisterna. Tudo cuidadosamente registrado, com seus efeitos sonoros naturais, com suas ambiências distintas, a fim de fazer chegar até quem ouve a exata textura e profundidade de cada instrumento, criando um arsenal de sonoridades diferentes em cada música. Além disso, toda e qualquer coisa que fosse musicalmente estimulante serviu como instrumento para compor a malha sonora criada pelo Rivotrill. Apitos, panelas, pratos, sons de cigarras em fim de tarde, chuva, saquinhos de risada de brinquedo. Nada passou despercebido pelos músicos. Tudo está ali, presente. E estão também presentes no disco o carnaval, o folclore, um passeio por Cuba dentro de Pernambuco, lendas, histórias, florestas, duendes, a natureza, respirações. Curva de Vento é um passeio por diferentes territórios e concepções. Momentos por vezes áridos, por vezes intensamente verdes, delineados hora por um ritmo frenético, hora por uma cadência delicada e emotiva. Além disso, o disco conta com a participação de vários convidados, que dão um requinte todo especial ao trabalho. Naná Vasconcelos, Maestro Spok, Renata Rosa e Fabinho Costa, além do próprio Yuri Queiroga, compõem o time que participa de Curva de Vento. Neste seu álbum de estréia, o grupo traz um trabalho inovador no que diz respeito à concepção de música instrumental, de grande inspiração, criatividade e qualidade. O resultado só vem confirmar o potencial do Rivotrill e de seu som como algo denso e carregado de originalidade, capaz de despertar um olhar diferenciado sobre a música. 

(Por Leonardo Villanova - Jornalista e músico)

(Karaí)



(Groovetube)

Junior Crato | Flauta
Lucas dos Prazeres | Percussão
Rafa Duarte | Contra-baixo


O trio vem mostrando criatividade e inovação em suas composições, além de solidificar seu nome como um dos mais inteligentes e talentosos projetos em música instrumental do nosso país, o que contribui para que essa trajetória seja longa e intensamente produtiva.

Vigor e suavidade são traços que se complementam e se harmonizam em performances de tirar o fôlego de qualquer platéia!

sunset.assessoria@gmail.com

http://myspace.com/bandarivotrill


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"Como pode alguém sonhar o que é impossível saber? Não te dizer o que penso já é pensar em dizer. E isso, eu vi, o vento leva. Não sei, mas sinto que é como sonhar, que o esforço pra lembrar é à vontade de esquecer... E como será? O vento vai dizer, lento o que virá. Que leve, então!"

Mágico de Óz...

...No mundo mágico de Óz!!!
 

(Autor desconhecido)

Esse ser mecânico que sou,
Movido a paixão e de amor,
Anda enlaçado pelos punhos,
Desde o início do mês Junho,
Atado a uma penosa solidão...

Homem-de-lata-robô eu sou.
Ando a procura de um coração...

Caminho sobre tijolos dourados,
Com teus olhos desvencilhados
Mergulho em profunda escuridão.

Para confessar que eu te amo
Tenho medo similar ao do leão;
Sou mais um espantalho humano
Perdido sem teologia ou razão...

Sou homem-de-lata-robô...
Sem saber quem é meu algoz...
Perdido no mundo mágico de oz.
Grito... Longe ecoou:

Quem roubou meu coração?

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=147841#ixzz1PGfjZfpN


E você, meu amigo galvanizado, você quer um coração. Você não sabe o quão sortudo és por não ter um. Corações nunca serão práticos enquanto não forem feitos para não se partirem...
(O Mágico de Óz)

(O Mágico de Oz - Dorothy canta 'Over the Rainbow') 
 
Agora eu sei que tenho um coração, porque ele está doendo!...
(O Mágico de Óz)


"O Mágico de Oz" é um livro infantil escrito por L. Frank Baum em 1900. Após a publicação, o livro original foi reimpresso várias vezes, sempre sob o nome de "O Mágico de Oz". É uma das mais conhecidas histórias da cultura popular Americana e já foi amplamente traduzido. Foi adaptado para vários filmes, musicais e produções teatrais. Uma das mais famosas adaptações é o musical de 1939, O Mágico de Oz, estrelando Judy Garland como Dorothy. Como em Alice no País das Maravilhas, a história conta as aventuras de uma garota que foi transportada para um estranho mundo mágico.



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(Eleodoro Marenco)

Não há lugar como a nossa casa!
(O Mágico de Óz)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Volvieno...

...en un chamamé!


VOLVIENDO EN UN CHAMAMÉ
(Diego Müller/João Sampaio) 

La leyenda cruda 
De mi raza antigua 
Que se hace coplas 
En un chamamé... 
Un ranchito de paja... 
Un llanto del alma, 
Con yuyos de la tierra 
En el tereré! 

Después de muchos años 
Yo estoy de vuelta 
A mi tierra india, 
Mi pago campero... 
Llego con mi guitarra 
Para en la bailanta 
Cantar un canto viejo 
Bién guaranicero!!! 

Yo soy guarani, 
Criollo y paisano... 
Llevo el pago entero 
En mi m’baracá... 
Soy copla y tapé, 
Viento y soledad, 
Y gente imaguaré 
Cantando en avá!!! 

Soy el alma cruda 
De cambás y guainas, 
Que calientan sueños 
En noches de frio.. 
El cielo y la tierra 
De mi gente guapa... 
Soy estrella y luna 
Bailando en el río! 

Canto la esperanza 
De un tiempo feliz: 
Un llanto que traigo 
Bién guaranyetê... 
...No volvi alpedo 
En un cachapé: 
Traigo sol y sueños 
Y este chamamé!!!


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As pessoas são tão boas quanto o mundo as deixa ser
(Batman - O Cavaleiro das Trevas)

Tirana...

...De Portugal para o Brasil II!

(CTG Pampa do Rio Grande - Caxias do Sul/RS)


Folclore é alma. 
Folclore é coração. 

(CTG Pampa do Rio Grande - Caxias do Sul/RS)

Chegará o momento, temos confiança absoluta, em que o nosso povo, inclusive aqueles que pertencem a entidades tradicionalistas, abandonará a impressão, hoje generalizada, de que somente aquele em traje típico gaúcho tem o direito de tocar, cantar ou dançar motivos folclóricos. 

Estaremos, então, diante de uma verdadeira consciência no culto dos motivos folclóricos e tradicionalistas. Viveremos as festas da querência e os participantes não se sentirão obrigados a se exibir em trajes característicos (muitas vezes fardados) , nem terão a preocupação maior de se apresentar em espetáculo ou shows, vestidos exclusivamente de forma gauchesca, ou passar pela vergonha de, conhecendo temas da terra, ser apontados como grossos, seja por cantar ou dançar as coisas do Rio Grande. 

É bom ressaltar : tradição e folclore não são só música e dança. Entretanto, a qualidade do conhecimento poético – musi-coreográfico de um povo civilizado é um elemento precioso para se aquilatar o nível cultural da gente desta terra.

   Paixão Côrtes

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(Carlos Muntefusco)


Tirana...

...de Portugal para o Brasil I!



(Desculpem a falta de pilcha)

Cara. Juro que não é um comentário parcial. Fernanda com saia de ensaio, Dieguito com roupa de magrinho, e ainda assim me "umedece as vista". Não vou escrever o mesmo na tirana do ombro, mas vale igual. DE LONGE esse é o melhor par que eu já vi dançando (não apenas nesse vídeo, modéstia à parte). E já vi MUITOS pares dançando. Parabéns Dieguito, Parabéns Fernanda. Vocês dois (em especial juntos) são indescritíveis.

ICARO LEONARDO AQUINO - Dançarino / Canoas/RS

(Desculpem o traje, novamente)

Eu já escrevi na tirana do lenço, então ia me abster de escrever aqui. Mas não dá. Assim...é impressionante. Diego é impressionante, Fernande é impressionante. E os dois juntos são indescritíveis. Não adianta eu tentar usar palavras (e não sou lá muito ruim com elas) pra descrever. Não conseguiria. Sem sombra de dúvida, nos meus 20 e alguns anos de dança, não vi alguém pilchadito, "vestido pra peleia", empolgar desse jeito. Acho que "impressionante", se elevada a algumas potências, definiria.

ICARO LEONARDO AQUINO - Dançarino / Canoas/RS


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(Carlos Muntefusco)


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mais real...

...do que a distância!!!


 Distância...
(Diego Müller)


Eu sou feito de distâncias...
– Das tantas que eu trago em mim...
(Entre o “não” que eu recebo,
E o quanto desejava um “sim”...!)
...Mas se a vida pede cancha,
Nesses lançantes terrenos,
Dou de rédeas no imprevisto,
E provo – do longe – o veneno!

Eu sou feito de distâncias...
– Sempre as trago comigo...
(Entre o partir, te buscar...
Entre o que escuta e o que digo...!)
...Mas se a vida cria as dores
Pra chorarmos – por alguém –
É a senha pra cruzar mundo
E perto costiá o querer-bem!

Pois em mim ficou teu gosto,
Teu sorriso, tua palavra...
E a impressão de destino
Na ausência que a vida lavra...!
...Feitiços de quem resguarda
Munícios pra um coração:
Que – neste exílio – a saudade
Arde mais que a solidão!

Lavo a erva... Abraço o pinho...
E canto as coisas que aprendi:
Desde que vi tua lonjura
Mais me encontrei perto a ti...!
...Que a saudade pintou versos
Nos extremos da constância
De ver tua imagem plena...
– Mais real do que a distância!!!



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(Augusto Ferrer Dalmau - Espanha)

"Para bem conhecer a natureza dos povos, é necessário ser príncipe, e para bem conhecer a dos príncipes, é necessário pertencer ao povo."

O pequeno príncipe...



"Se alguém ama uma flor da qual só exista um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando as comtempla. ele pensa "Minha flor está lá, em algum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é, para ele, como se todas as estrelas se repentinamente se apagassem! E isto não tem importância?"

Le Petit Prince, conhecido como O Principezinho em Portugal e O Pequeno Príncipe no Brasil, é um romance do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (29 de junho de 1900, Lyon - 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo), publicado em 1943 nos Estados Unidos. A princípio, aparentando ser um livro para crianças, tem um grande teor poético e filosófico. É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro o peregrino) mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialetos.

Em Portugal, "O Principezinho" integra o conjunto de obras sugeridas para leitura integral, na disciplina de Língua Portuguesa, no 2º Ciclo do Ensino Básico.

No Japão há um museu para o personagem principal do livro, um jovem sonhador de cabelos louros e cachecol vermelho.


O Piloto Poeta
Guiado pelas estrelas Antoine de Saint-Exupéry, viajou pelo mundo, decifrou o céu, criou laços entre as pessoas. Diminuindo as distâncias, fez o mundo parecer menor. Escrevendo, fez do nosso planeta, um mundo maior.


"Mas, com certeza, para nós, que compreendemos o significado da vida, os números não têm tanta importância.”


O Essencial
Antoine de Saint-Exupéry partiu para Nova York no fim de Dezembro de 1940, onde começou a desenhar, na frente aos editores, o recorrente menino de cabelos rebeldes. Quando lhe perguntavam, respondia: “Não é nada de mais, é apenas o garoto que existe no meu coração.”
A primeira edição do Pequeno Príncipe apareceu em abril de 1943. Ele recebeu um dos primeiros exemplares alguns dias antes do seu embarque para a África do Norte. Atravessou o Atlântico a bordo de um navio com tropas americanas para lutar pela França ocupada pelo exército alemão. No dia 31 de Julho de 1944 não retornou da sua última missão.
Toda a obra de Saint-Exupéry é centrada em valores fundamentais e universais. Elas fazem parte do nosso patrimônio. São os valores dos homens solidários, responsáveis e persistentes.

A Toalete do Planeta
Um pequeno príncipe nos convida a olhar com atenção o planeta que habitamos, cheio de presentes oferecidos pela natureza. Presentes aparentes ou escondidos, renováveis ou limitados. Mas todos eles revelam segredos quando os observamos com o olhar cristalino de uma criança.
Estrelas que sabem sorrir.
Antoine de Saint-Exupéry resgatou a criança que existe em cada um de nós, com encanto, ética e beleza.

O Livro
O Pequeno Príncipe é o terceiro livro mais vendido do mundo. Possui cerca de 134 milhões de livros vendidos em todo mundo, 8 Milhões só no Brasil e foi traduzido em mais de 220 línguas e dialetos.
É um dos personagens mais famosos e queridos de todos os tempos, que empolga crianças e adultos com ensinamentos inesquecíveis. Sua história deixa marcas pela forma simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor ao nosso planeta. 

As estrelas são todas iluminadas...
Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?”
Antoine de Saint-Exupéry

(Somos responsáveis por aquilo que cativamos - Trecho de: O pequeno príncipe)

"A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"



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"Eis o meu segredo. É muito simples:
só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."

domingo, 5 de junho de 2011

Oração...

...da Banda mais bonita da cidade!


Gurizada...
Aqui vai a dica maravilhosa dessa banda que está arrasando na net e por onde anda!
Super cultural e de extrema qualidade.
Confira seu material e sua entrevista!
Apreciem, sem moderação!

Abraços a todos...
DIEGO MÜLLER

(Oração)

Oração
(Leo fressato)

Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa!

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois!

Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa!

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois!

Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa!

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe essa oração!

(A banda mais bonita da cidade - Curitiba/PR)

Com seu novo vídeo (Oração) postado há poucos dias na internet e já são um dos assuntos mais comentados no Twitter e compartilhados no Facebook. 

Conheça um pouco d’A Banda Mais Bonita da Cidade por Vinícius Nisi, um de seus cinco integrantes. “Minha mãe vai ‘ficar de cara’ quando ler a entrevista, ela adora a Marie Claire!”, lançou, antes de iniciar o bate-papo pelo telefone.


Marie Claire - Já se acostumou com a fama? Qual é a sensação de “bombar” da noite para o dia?
Vinícius Nisi - Estamos todos muito felizes por termos feito um trabalho que tocam outras pessoas. Fiquei pensando: a maioria das coisas que se torna um “viral” hoje em dia na internet é piada, tiração de sarro. Foi tão bom sentir que fizemos um “viral” de uma coisa bonita. Tudo ainda está muito à flor da pele. É muito louco fazer parte de uma coisa assim, que ‘bombou’ na hora em que eu fui almoçar (risos). Não sei o que é a fama em si. A gente sabe o que são pessoas desconhecidas gostarem do que a gente fez. Isso é muito gratificante.



MC - Quando foi formada a banda mais bonita da cidade? Onde se conheceram? 
VN - Somos amigos da área de música. Eu e os outros três músicos fizemos faculdade de música na Universidade Federal do Paraná (UFPR). A banda se formou em janeiro de 2009. A Uyara (Torrente, vocalista) já tocava essas músicas antes, inclusive “Oração”, esta que bombou na internet. Nenhuma das músicas que tocamos é nossa. A nossa proposta é a desconstrução: criar um novo arranjo, dar uma nova interpretação às canções que gostamos de ouvir. O autor de “Oração” é outro amigo, Leo Fressato. Mas ele não faz parte da banda, tem outros projetos, que são magníficos (Fressato aparece no clipe com um gravador e conduz toda a narrativa). Nenhum de nós é originalmente de Curitiba. A vocalista e o Diego Plaça, baixista, são de Paranavaí, eu sou paulistano, vim por causa da faculdade, o Luís Bourscheidt, baterista, é gaúcho e o Rodrigo Lemos, guitarrista, é carioca. A banda mais bonita da cidade é cosmopolita.



MC - “Oração” é a única música da banda? Há mais alguma outra? 
VN - Não é a única. Quando viajamos até Rio Negro, quase divisa com Santa Catarina, para gravar “Oração”, aproveitamos a viagem até aquela casa centenária linda e fizemos outros dois clipes, “Canção para não voltar” e “Boa pessoa” (assista abaixo). Foi tudo num fim de semana: saímos no sábado, dia 5 de fevereiro, e voltamos no domingo, dia 6. “Oração” foi a única filmada em plano-sequencia.


MC - Quem são seus artistas preferidos? Há quem diga que vocês se inspiraram na banda americana Beirut e nos brasileiros Mallu Magalhães e Thiago Pethit. Concorda? 

VN - A gente adora todos eles! (risos) Beirut é a minha referência-mór. Todo mundo achou que nos inspiramos no clipe de “Nantes”, do Beirut, mas o que nós realmente usamos como referência foi “Sunday smile”, que veio até antes de “Nantes”. É tão bonito, simples e honesto. Queria fazer algo assim. Adoramos a Mallu e o Thiago Pethit também, mas fui ver o clipe dele só depois de ter filmado “Oração” (ele se refere a “Nightwalker”, também em plano-sequência, com a participação de Alice Braga). E, obviamente, que eu não posso deixar de citar o Radiohead, que é uma super referência.



MC - Onde fica e de quem é essa casa linda onde vocês filmaram o clipe? 
VN - Fica em Rio Negro, no estado do Paraná, mas quase Santa Catarina. A princípio, nós íamos filmar na garagem de um dos integrantes, no início de dezembro. O intuito era mandar o clipe como “cartão de Natal” para amigos e familiares. Preparamos tudo – figurinos, instrumentos, luz, som e vídeo. Mas no dia que marcamos caiu a maior chuva. Deu aquela ‘brochada’. Quando voltamos das férias, uma amiga nossa, Ana Larousse, disse que a avó dela tinha uma casa centenária, cinematográfica, que ficava em Rio Negro. Vimos fotos e nos encantamos. Dá umas 3 horas de Curitiba e a estrada é bem ruim, de mão única... Foi um martírio chegar lá, mas valeu muito a pena.



MC - Vocês ensaiaram muitas vezes? Teve roteiro para o clipe?
VN - Seguimos um roteiro, sim. Eu tinha umas ideias na cabeça e então me tornei o diretor do clipe (risos). Foi um ‘trampo’ para gravar em plano-sequência, porque o microfone estava na cozinha e os instrumentos espalhados pela casa. Mas como todo mundo trabalha com áudio, imagem e música, acabou dando certo (risos). Foi tudo feito com muito amor, todo mundo na pura amizade, porque queria fazer acontecer. Uma sensação muito boa. O clipe até então estava fechado só para nós. Aí ontem de manhã, eu decidi abrir para o público. Na verdade, comecei a compartilhar com o pessoal que se envolveu no projeto pelo Facebook – foram 16 pessoas no clipe, mas umas 25 no total que deram ‘pitacos’ (risos). Coloquei o vídeo na manhã de ontem (quarta-feira, dia 18). Quando voltei do almoço a coisa criou vida, começou a ser compartilhada espontaneamente. É doido, cara! Foi bonito, emocionante. As pessoas gostaram mesmo!



MC - Vocês se acham bonitos? 
VN - Claro, a gente se acha lindo! (risos) Eu estava com um livro em casa, A mulher mais linda da cidade, do Bukowski. Bati o olho e pensei: ‘é um nome absurdo’ e acho que as pessoas gostam disso – e não vão esquecer mais desse nome. É longo e forte. E tem essa coisa prepotente pra caramba (risos) para brincar com os compositores daqui de Curitiba, que nós cantamos. N'A Banda Mais Bonita da Cidade, todo mundo toca muita coisa diferente, então tinha de ser uma coisa megalomaníaca (risos).



A Banda Mais Bonita da Cidade é formada por:

Vinícius Nisi, 27 anos – teclado e diretor do clipe "Oração"
Uyara Torrente, 24 – vocalista
Luís Bourscheidt, 29 – baterista 
Rodrigo Lemos, 28 - guitarrista 
Diego Plaça, 24 - baixista



(Canção pra não voltar)

www.myspace.com/abandamaisbonitadacidade
www.facebook.com/abandamaisbonitadacidade
www.oinovosom.com.br/abandamaisbonitadacidade?a=2

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Se tu vens às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. 
(Pequeno Príncipe)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Gildo de Freitas...


...o Patrono dos Trovadores Gaúchos!


Leovegildo José de Freitas, Gildo de Freitas (Alegrete, 19 de Junho de 1919 - Porto Alegre, 4 de Dezembro de 1982) foi um cantor, trovador, músico e compositor do Rio Grande do Sul. Seu estilo foi muito parecido com o do Teixeirinha, de quem foi rival e por quem era muito respeitado. Filho de Vergílio José de Freitas e Georgínia de Freitas, teve muitas profissões, sendo a de cantador que veio imortalizá-lo. Em 1931, Gildo de Freitas fugiu de casa pela primeira vez, aos 12 anos de idade. Em 1937 é tido como desertor, por não ter se apresentado à convocação militar. Envolveu-se na primeira briga séria, onde morreu um jovem amigo, e foi preso pela primeira vez, passando a nutrir um sentimento de ódio pela polícia. Em 1941, casou-se com Dona Carminha, passando a ter morada fixa no bairro de Niterói, em Canoas, Grande Porto Alegre. E os contratempos com a polícia continuaram. Em 1944 nasceu o seu primeiro filho, após a perda de dois. Gildo, nessa época, começou a viajar e a ser reconhecido como trovador. Em 1949 o trovador, já com fama em todo o Estado do Rio Grande do Sul, desapareceu de casa, reaparecendo na fronteira gaúcha. Em longa temporada passada no Alegrete, o cantor mal conseguia caminhar, em decorrência de uma paralisia nas pernas. Entre 1950 e 1951, conheceu Getúlio Vargas, em São Borja, entrando na sua campanha política. As perseguições policiais cessaram. Realizou, então, a sua primeira viagem ao Rio de Janeiro. Nos idos de 1953 e 1954 começou a ficar famoso como trovador nos programas de rádio ao vivo, em Porto Alegre , voltando a viver com a família no bairro Passo d`Areia. Em 1955, encontrou-se com Teixeirinha, passando a se identificar muito com ele. Começou a realizar muitas viagens, mudando-se para o bairro Passo do Feijó e abrindo o seu primeiro bolicho. Ente 1956 e 1960 foi a maior atração do programa Grande Rodeio Coringa, que ia ao ar aos domingos à noite. Passou, então, a viajar mais com Teixeirinha. E a partir de 1961, com o declínio dos programas de rádio ao vivo e o início da televisão, Gildo resolveu abandonar a carreira de cantor e se propôs a criar porcos. Em 1963, viajou a São Paulo para gravar o seu primeiro disco. Em 1964 é lançado o seu primeiro LP, mas, em meados do ano, é convidado a prestar depoimento sobre as suas ligações com o Trabalhismo. Em 1965 iniciou a sua célebre disputa com Teixeirinha, por meio dos discos. 


Convidado por Jango para viver no Uruguai, Gildo não aceitou. Entre 1970 e 1977, foi várias vezes internado em hospitais. No entanto, obteve sucesso popular nas gravações e realizou muitas viagens. Nesse período, a sua disputa com Teixeirinha chegou ao seu ponto máximo. Mudou-se, então, para Viamão e, em 1978, inaugurou naquela cidade a Churrascaria Gildo de Freitas, dando início aos bailões. Em 1982 gravou o seu último disco, pela mesma gravadora dos seus trabalhos musicais anteriores: a Continental. Em 1982 deu-se a sua última internação em hospital e as suas últimas aparições públicas em programas de TV. Moreu aos 4 de dezembro daquele mesmo ano. A Lei Estadual/RS Nr. 8.819/89 tornou a data de falecimento de Gildo de Freitas o Dia do Poeta Repentista Gaúcho . (Fonte: Fonseca , Juarez (1985). Gildo de Freitas : Coleção Esses Gaúchos . Porto Alegre: Editora Tchê; e Wikipédia, a enciclopédia livre:




(Com Leonel Brizola)

Cronologia


1919 - Nasce em Porto Alegre, no bairro Passo D'Areia.
1931 - Gildo foge de casa pela primeira vez, aos 12 anos.
1937 - É tido como desertor, por não ter se apresentado à convocação militar. Envolve-se na primeira briga séria, onde morre um jovem amigo. Primeira prisão. Cria ódio da polícia.
1941 - Casamento com dona Carminha. Passa a ter morada fixa no bairro de Niterói, em Canoas, grande Porto Alegre. Continuam os contratempos com a polícia.
1944 - Nasce o primeiro filho depois de dois perdidos. Gildo começa a viajar bastante e a ser reconhecido como trovador. A polícia mantém-se em cima.
1949 - Trovador com fama ascendente em todo o Rio Grande do Sul, desaparece de casa e reaparece na fronteira gaúcha. Em longa temporada passada no Alegrete, mal consegue caminhar, com problema de paralisia nas pernas.
1950/51 - Em São Borja, conhece Getúlio Vargas e entra em sua campanha política. Param as perseguições policiais. Primeira viagem ao Rio de Janeiro.
1953/54 - Faz fama como trovador nos programas de rádio ao vivo em Porto Alegre. Volta à viver no bairro Passo d'Areia com a família.
1955 - Encontro e identificação como Teixeirinha. Muitas viagens. Mudança para o bairro Passo do Feijó e abertura do primeiro bolicho.
1956/60 - Torna-se a maior atração do programa Grande Rodeio Coringa, nos domingos à noite. Mais viagens com Teixeirinha.
1961/62 - Declínio dos programas de rádio ao vivo, televisão começando. Gildo resolve largar de mão a "cantoria" e inventa de criar porcos.
1963 - Viagem a São Paulo para gravar o primeiro disco.
1964 - É lançado o primeiro LP. Em meados do ano é "convidado" a prestar depoimento sobre suas ligações com o trabalhismo.
1965 - Início da célebre disputa com Teixeirinha através dos discos. Jango o convida para viver no Uruguai e ele não aceita.
1970/77 - Várias internações em hospitais, sucesso popular das gravações, muitas viagens. A "briga" com Teixeirinha chega ao auge. Mudança para Viamão.
1978 - Inaugura em Viamão a Churrascaria Gildo de Freitas e dá início aos bailões.
1982 - Grava o último disco, para a mesma gravadora dos outros todos, a Continental.
1982 - Última internação em hospital, últimas aparições públicas em programas de televisão. Morte em 4 de dezembro.


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(Entre los juncales - Francisco Madero Marenco - Argentina)

"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável.
(Kathleen Norris)