...intencional!
Aprisionado...
(Diego Müller)
A cada passo que a distância me revela
Sinto minha cela mais escura, sem teu sol...
Pois ser distância é não dar passos – seguir nada –
De alma templada a querer ser teu arrebol!
Aprisionado... nesta lonjura incessante,
E ser distância mesmo estando perto a ti...
Sangro minhas horas nas prisões que a liberdade
Templa em saudade – nestas horas que eu senti!
Morri um dia... se a partida é dolorida...
Alma sentida... “baxo” às chuvas de um domingo...
Ressuscitei... num novo beijo desenhado:
Escravizado... no que bem restou comigo!
Morri um dia... – Alma sentida...
Ressuscitei!... ...ficaste em mim!...
Encarcerado... – Um sonho alado...
– Me aprisionei... ...e não teve fim!!!
Soltei meu verbo no sopro rude dos ventos,
Bem nos momentos – poucos – de se ver o sol...
Não me escutaste, e se me olvidaste era assim:
Inda há em mim querer ser o teu arrebol!
Aprisionado... me sinto, mesmo em lonjuras,
Já há nas planuras teu olor – que eu bem sorvi...
Um laço atado, preso ao tempo – e só, ao tempo –
Cruzando os ventos na direção que eu te vi!
Fiz o meu rumo... preso na dor calculada...
Quero maneia... entregue, por teu olhar...
Se me soltei... volto ao principio, tão cativo:
Escravizado... me fiz pra tu me livrar!!!
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